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Edição original de “Psicologia coletiva e Análise do Eu”, 1921

[…] a psicologia coletiva encara o indivíduo enquanto membro de uma tribo, de um povo, de uma casta, de uma classe social, de uma instituição, ou enquanto elemento de uma multidão humana que, num dado momento e em vista de um objetivo dado, se organizou numa massa, numa coletividade. Após ter rompido os laços naturais que mencionamos acima, fomos levados a considerar os fenômenos que ocorrem nessas condições particulares como manifestações de uma tendência especial, irredutível – hero instinct, group mind – não aparecendo em outras situações. Devemos no entanto declarar que nos recusamos a atribuir ao fator numérico uma importância tão considerável e a admitir que só ele seja capaz de fazer nascer na vida psíquica do homem um instinto novo, não se manifestando em outras condições. Postulamos, antes, duas outras possibilidades, a saber que o instinto em questão está longe de ser um instinto primário e irredutível e que ele já existe, ainda que em estado de esboço, em círculos mais estreitos, como o da família.

Psicologia coletiva e análise do Eu

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