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Um canto da biblioteca de Freud

Meu pai um dia se divertiu deixando para a mais velha das minhas irmãs e para mim um livro com imagens em cor […]. Eu tinha então cinco anos, minha só tinha três anos, e a lembrança da alegria infinita com a qual arrancávamos as folhas daquele livro […] é mais ou menos o único fato de que me lembro daquela época como lembrança plástica. Mais tarde, quando fui estudante, tive uma paixão pelos livros. Queria colecioná-los, ter muitos […]. Desde que medito sobre a minha vida, sempre relacionei essa “primeira paixão” a essa “primeira paixão” a essa impressão de infância, ou antes, reconheci que essa cena de infância era uma “lembrança-tela” para minha bibliofilia de mais tarde. […] Aos 17 anos, eu tinha uma conta séria com o livreiro e meio algum de pagá-lo. Meu pai não considerava uma desculpa o fato de que as minhas paixões não tivessem tido pior objeto.

A interpretação dos sonhos

 

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